6.5.11

Já chega?

Nos últimos 30 anos, o Vitória foi (e continua a ser) o clube português, logo a seguir aos estarolas, com mais condições para se intrometer entre os mesmos e garantir com clareza o estatuto de 4º clube português. Porque era e é o clube com mais adeptos; com mais sócios; com maiores assistências no nosso estádio; com maiores deslocações aos jogos fora; inserido numa região que, apesar das gravíssimas crises porque passou e passa sempre contou com gente com grande poder económico e que gosta do clube; porque sempre contou com a colaboração das entidades públicas etc, etc…

No entanto, olhámos para trás e para o momento presente e constatámos que nunca conseguimos afirmar essa condição. Às épocas boas normalmente seguiam-se épocas más, nunca se conseguiu estabilizar um sucesso competitivo num período de 3, 4, 5 ou mais anos consecutivos; ganhou-se um único título e um título de 2ª categoria. Pior. Às épocas boas por vezes sucediam-se outras em que lutávamos para não descer de divisão. Numa delas, descemos mesmo.

Entretanto, o claro segundo clube de uma cidade, um mero clube “de bairro”, foi campeão nacional, ganhou várias taças de Portugal, foi à Liga dos Campeões, passou à segunda fase dessa competição, foi às meias-finais da Taça UEFA. Não se ignora que esse clube contou com ajudas que o Vitória nunca teve. Mas querer explicar os sucessos do Boavista única e exclusivamente à conta dos árbitros sempre significou algo em que nós Vitorianos somos peritos: enfiar a cabeça na areia. Porque na rotunda eles estavam meia dúzia a festejar o título; porque se fosse em Guimarães eram 3 ou 4 dias de festa e a cidade parava... Pois é. Mas não foi.

Mas se dúvidas houvesse que era possível fazer melhor, muito melhor, então que dizer de um clube de uma cidade sem tradição no amor pelo clube da terra, pejada de adeptos de outros clubes, que levava meia dúzia de gatos-pingados onde se deslocava e muitas vezes ficava em minoria no seu próprio estádio? Esse clube consegue anos seguidos de cumprimento dos objectivos a que se propõe; ganha a Taça Intertoto; é vice-campeão; apura-se para a Liga dos Campeões e vai á final da Liga Europa.

Este sucesso retumbante do Braga põe mais uma vez a nu o que muitos já vimos dizendo há anos e anos a esta parte: que somos um clube sem rumo, sem profissionalismo, sem visão de futuro e que tinha condições para fazer muito, mas mesmo muito melhor do que temos feito nas últimas décadas. Um clube adiado que vive dos rendimentos inerentes à sua própria natureza e não o clube que dá o salto em frente.

O dia de ontem funciona como uma metáfora perfeita daquilo que é a nossa incompetência e o profissionalismo dos outros: o Braga apura-se para a final com um golo marcado por um jogador vimaranense e formado no Vitória que nós oferecemos ao Braga de mão beijada a meio da época.

Vitorianos, é preciso mais para desenterrar a cabeça da areia?

publicada por Gregório Freixo @ 10:09  

14 Comentários:

  • Às 06 maio, 2011 10:36 , Blogger Saganowski disse...

    Caro Capitão:

    Tenho apenas uma palavra para definir o texto que aqui escreveste: BRILHANTE!

    Brilhante porque conciso, cirúrgico e revelador de muito daquilo para que muitos vitorianos há muito já vimos alertando (não só aqui neste blog) que é a falta de planeamento estruturado no clube, seja em termos desportivos, gestionários, financeiros ou administrativos.

    E se dúvidas havia sobre essas lacunas no nosso clube (que já deviam ter ficado bem inculcadas nas cabeças dirigentes do Vitória aquando do sucesso do tal "clube de bairro", cujo nome me recuso a pronunciar) elas ficaram por demais evidentes ontem com o apuramento daquele outro clube (cujo nome me recuso também a pronunciar) que apenas dista de nós duas dezenas de kilómetros em termos geográficos, mas que desde ontem (senão já antes) está a anos-luz do nosso clube do coração nesses outros aspectos.

    Se, depois disto, quem de direito não tirar definitivamente a cabeça da areia, temo seriamente pelo futuro do nosso Vitória.

    E por aqui me fico...

     
  • Às 06 maio, 2011 14:11 , Blogger António disse...

    Enquanto Taipense, localidade tradicionalmente Braguista, reconheço que a postura do Vitória e de Guimarães nunca foi bem recebida a norte da cidade.

    Saibam crescer! O Estatuto Conquista-se!

    O sucesso dos outros é sistematicamente contra-atacado com registos de assistências e questões de "amor" seguidas de um discurso primário e insultuoso. "Ai se fosse cá"... mas não é.

    Se o CCT (1923), Clube Caçadores das Taipas para os menos atentos, tivesse um centésimo dos apoios públicos do Vitória talvez consegui-se fazer jus ao estatuo do 3.º maior clube da AF de Braga. "Se"... mas não é!

    Força Taipas. Parabéns Braga!!!

    António Freitas Ribeiro.

     
  • Às 06 maio, 2011 15:39 , Blogger Dane disse...

    Estava a ir tão bem... mas o "consegui-se" denunciou a origem da sua cultura!
    Cheguei a pensar que iriamos finalmente ter um adversário à altura mas "afundousse" no rio Ave.

     
  • Às 06 maio, 2011 15:43 , Blogger Vitor Paneira disse...

    Caro António,

    Não querendo eu entrar em picardias, após leitura atenta do seu post, apraz-me apenas pedir-lhe que leia este blog com a mesmo atenção que eu dispensei ao seu texto. Verá, com facilidade que, nós por cá, temos por hábito, por muito que nos custe - e pode crer que custa - dar os parabéns e criticar, consoante achamos que as situações são disso merecedoras.

    E como nós há muitos vitorianos.

    Mas, começando pelo início, essa das Taipas ser uma localidade tradicionalmente braguista - seja lá isso o que for - quer-me parecer, citando o nosso capitão, que estará o António a confundir a obra-prima do mestre com a prima do mestre de obras.

    Fazendo fé que o António é taipense e adepto do Braga e daí inferir que Taipas é tradicionalmente braguista parece-me um básico sofisma...

    Se eu tiver um primo lampião, andrade, lagarto ou gay faz da minha família um antro de benfiquistas, portistas, sportinguistas ou de homossexuais?

    Cuidado com as generalizações...

    Quanto ao apoio que o CCT recebe, que lhe parece injusto, veja só quantos clubes não há no concelho... por vezes mais que um por freguesia.

    Se eu for de S. Torcato, Moreira, Brito ou Pevidém - isto só citando algumas que, tal como as Taipas, são vilas - não estarei no meu direito de pedir o mesmo que o Taipas?

    E falando de apoios de todos nós a colectividades de alguns, ter um adepto do Braga a tocar nessa ferida será, em continuando a nela tocar, um acto demasiado doloroso para ver, ainda que em prosa.

    Soa-me a hara-kiri.

     
  • Às 06 maio, 2011 16:21 , Blogger Vitor Paneira disse...

    Vocês vejam lá o que se consegue descobrir numa rápida pesquisa pelo ciberespaço... este excerto é do "Reflexo Digital":

    "CC Taipas vai remodelar campos de treino
    A Câmara Municipal de Guimarães aprovou esta manhã, na sua
    reunião quinzenal, a atribuição de um subsídio de duzentos mil euros
    para o Clube Caçadores das Taipas
    , destinado à construção de um
    campo sintético.
    (...)
    No apoio à formação de camadas jovens e eventos desportivos, os subsídios aprovados para as colectividades da nossa
    região, para a época 2010/2011, foram, entre outros, os seguintes: Clube Caçadores das Taipas (10 mil euros), Os
    Sandinenses GDRC (10 mil euros), CART (7.500 euros), Brito SC (7.500 euros), CSCDR Vila Nova Sande (mil euros) e
    ARCAP (750 euros)
    Neste bolo, a maior fatia caberá ao Vitória SC com a atribuição de 120 mil euros seguindo-se o Moreirense com 25 mil
    euros."

    Ora um centésimo de 120000, na minha terra dá 1200... recebendo o Taipas 10000, quer-me parecer que recebe mais de dez por cento. Salvo opinião em contrário são doze.

    Isto já para não falar no apoio de 200000 para o sintético.

    Quanto ao apoio directo que a C M do Mesquita Machado dá ao Sporting local, não me apetece fazer a pesquisa.

    Mas estou em crer que não aparecerá com a mesma transparência e em tantos sites como a da CMG. E não é que eu ache bem a atitude do Mesquita Machado e mal a do António Magalhães...

    O que acho é que, do dinheiro de todos nós e estando o País como está, ou há moralidade ou comem todos. Mas que comam o mesmo, que de lambões estou eu farto.

     
  • Às 06 maio, 2011 17:39 , Blogger Tito71-78 disse...

    Completamente de acordo com as palavras do Capitão!
    Precisamos urgentemente de dirigentes sem complexos de inferioridade a um qualquer clube.
    Pensar pela própria cabeça, adoptar definitivamente medidas para tornar o clube sustentável financeiramente e com sucesso desportivo. Temos massa humana suficiente para nos tornarmos completamente independentes, sob pena do fosso actualmente criado nunca mais ser ultrapassado.
    Urge mudar a mentalidade dos sócios Vitorianos e deixar de votar em presidentes e direcções que achamos que por serem pessoas com possibilidades financeiras vão "deixar" lá algum. Temos visto que muitas vezes o que acontece é que essas pessoas se aproveitam posteriormente para fortalecer a sua situação financeira.
    Precisamos que os nosso sócios votem em projectos para o futuro e em pessoas qualificadas para gerir os destinos do nosso clube.
    A lista derrotada nas ultimas eleições tinha um projecto bem mais interessante e ambicioso que actual direcção mas os sócios não quiseram ver isso...
    Numa futura lista acho essencial que o candidato a presidente seja uma pessoa com presença, capacidade de oratória e completamente BRANCO sem costelas de uma qualquer equipa nacional.
    Eu acredito que será possível ambicionarmos um Vitória campeão se mudarem mentalidade e ambições.
    Por muito que me custe o braga mereceu ir à final por todo o trajecto realizado na Europa. Estou com azia, triste e desiludido mas endereço os meus parabéns à equipa de marrocos.
    Ó Paneira, na minha terra (que é a mesma que a tua) 10000 de 120000 são à volta de 8%!?!?! Mas obviamente muito abaixo da centésima parte reclamada pelo Taipense (para o qual não tenho nenhum comentário.
    Vemo-nos, se não antes no AFONSÃO rumo ao Jamor.

     
  • Às 06 maio, 2011 17:49 , Blogger Vitor Paneira disse...

    Ou isso, Tito... Ou isso... É o que dá responder a quente.
    Quer-me parecer que ainda nos vamos ver antes do Dia V...

     
  • Às 06 maio, 2011 18:51 , Blogger Ernesto Paraíso disse...

    Eu peço desculpa mas não consigo felicitar a equipa do braga por este êxito desportivo.
    Gostava, como é óbvio, que o Vitória estivesse nessa posição, invejo-a, por conseguinte, mas não consigo felicitar o clube.

    Desde logo porque já garantiu em prémios da UEFA, nesta época, mais de 15 milhões de euros.
    Isso é que me preocupa, dado que permite a esse clube um desafogo e uma argumentação na hora de contratar que o Vitória, neste momento, não pode acompanhar.

    Só me consola ver o desfecho do Boavista, e verificar que quanto mais se sobe, de mais alto se cai.

    Cumps

     
  • Às 06 maio, 2011 20:09 , Blogger António disse...

    Pelo nível de cultura e excepcional português que contemplo neste blog, concluo que falo com os grandes mestres da sabedoria e senhores da verdade!

    Adversário à altura? Eis a postura! Desde quando um campónio da vila se iria intrometer entre as sabias e ilustres figuras citadinas e as suas eruditas discussões? Que ousadia!

    As contas estão bem feitas. Contudo mantenho convictamente a minha posição! Deverá considerar o todo e não a a parte! Visto bem, em 87 anos de história, um centésimo até não seria mau.

    Ai o Rio Ave! Barreira natural entre a província e a metrópole! No entanto, à excepção do Arturinho (que naturalmente não devem saber quem é), já ninguém vai a banhos. Enquanto o rio não passar no "centro" continuará a ser um dos mais poluídos da Europa. Este troféu já é nosso!

    António Freitas Ribeiro

     
  • Às 07 maio, 2011 21:36 , Blogger Vitor Paneira disse...

    Caro António,

    Ai esse sentimento de inferioridade...
    Não vá por aí, meu caro. E nem ponha palavras nas nossas bocas.

    Agradecemos – plural majestático – o elogio ao cuidado com o nosso português, mas recusamos o epíteto de donos de verdade alguma. Donos de alguma coisa absoluta, só mesmo da nossa opinião.

    Isso de sermos urbanos ou rurais, não vem da geografia. É mais pela aragem que se vê quem vem na carruagem.
    Aqui há gente de S. Torcato - que toda a gente sabe, mesmo quem vive para lá do Ave, ser bem menos urbana, enquanto vila, que as Taipas. Não têm é esse rancor e nem esse sentimento de “camponeidade”... também os há do centro, de Pevidém e até de fora do concelho.
    A diferença está na atitude.

    Se porventura aqui entrassem a tomarem-se, a priori, por campónios, por campónios nós os teríamos. 

    Se é o António que entra aqui a achar-se campónio, eu não o contrariarei, mas também não permitirei que debite alarvidades impunemente, como representante do que quer que seja das Taipas, a não ser de si mesmo, pelo menos enquanto não o souber mandatado para tal ou me mostrar procuração...

    Volte sempre. De preferência com argumentos válidos e não falácias ou demagogia de pacotilha mtaciana.

     
  • Às 08 maio, 2011 00:43 , Blogger Jeremias disse...

    Creio que o post do nosso CAPITÃO retrata bem a realidade do Vitória. Aquilo que somos e aquilo que podiamos e deviamos ser.
    Os ultimos dez anos foram maus com excepção do terceiro lugar com Cajuda e pouco mais.
    Nestes dez anos vimos o Boavista ser campeão(entre outros feitos menores),descemos de divisão,vemos agora este percurso brilhante do SPorting de Braga.
    Nestes dez anos entretivemo-nos em guerrilhas internas, a destruir presidentes, a fragilizar o Vitória.
    Também nos autoglorificamos ("somos unicos"-"somos os melhores adeptos do mundo"- retiramos a camisola 12)quanto baste.
    AO lado o "inimigo" ia crescendo deliciado com a nossa inconsciência.
    Alguns, independentemente dos partidos mas por razões politicas e de politica quando não de ódios pessoais, desenvolveram uma guerrilha interna de tal ordem contra Pimenta Machado que ainda hoje o clube anda a pagar isso amargamente. Mais que não seja pelas divisões da massa associativa.
    Sendo certo que a maior parte desses "pirómanos" ou já desapareceu de cena, ou está a acabar o ciclo,mas ficaram os problemas para resolver.
    Ao lado o "inimigo" aproveitava para continuar a crescer.
    Com Vitor Magalhães, depois da euforia inicial e do messianismo em que quem quis acreditou,foi a hecatombe e a maior vergonha em 50 anos.
    Saiu pela porta pequena.
    Ao lado o "inimigo",já com o actual presidente,ria-se.
    Com Emilio Macedo repetiu-se a história.
    Chegou,subimos, grande euforia á volta da equipa.
    Falhada a tentativa de despediento de Cajuda fizemos uma temporada épica que só não deu o vice campeonato porque os "amigos" (De EMS) do SLB puseram os árbitros a fazerem-nos a "folha".
    Ainda assim apuramos para a pré eliminatória da Champions.
    Depois foi o que se sabe: Estupidamente tomamos as "dores " do Benfica e incompatibilizamo-nos com o Porto. A par disso fomos buscar o Gregory e o Wenio como grande reforços para a Champions!
    Ao lado o "inimigo" já ria á gargalhada.
    Entre este e soutros episódios burlescos chegamos a Março de 2010 e ás eleições.
    De um lado a continuidade .
    Do outro uma lista que tinha um candidato a presidente com algumas fragilidades,é verdade,mas com um projecto estruturado,com um clube pensado a medio prazo,com um programa eleitoral cheio de ideias e projectos .
    E pessoas aparentemente capazes de o porem em prática.
    O resultado é conhecido.
    Hoje é dificil encontrar apoiantes da direcção é verdade.
    A desilusão é quase total.
    O clube está pior em termos desportivos e receia-se que financeiros.
    O futebol fez uma época mioca abaixo do possivel.
    O voleibol foi uma desilusão.
    O basquetebol,esse sim, fez uma excelente temporada a que só há a apontar aquele "apagão" nas meias finais da Taça.
    A direcção,olimpicamente,ignora as modalidades.
    Ainda ontem na meia final do campeonato de basquetebol com o FCP não se via um director do Vitória no nosso pavilhão.
    Aqui chegados que fazer?
    Creio que todos(?) estaremos conscientes que esta direcção não é solução para o clube.
    Direi mais; é uma perda de tempo manter-se em funções.
    Acredito moderadamente que existe no Vitória gente suficientemente capaz de inverter o rumo descendente e devolver o Vitória ao patamar que é o seu.
    Um clube pujante, em crescimento continuo,ganhador em todas as modalidades.
    Um clube respeitado e que se dê ao respeito.
    Gente capaz de pensar um projecto a dez anos e de o implementar.
    Gente capaz de organizar o clube e de o modernizar.
    Gente de sangue "preto e branco" como alguns dizem.
    Uma coisa tenho como certa:
    Não vale a pena olhar para as estrelas procurando, como os reis magos,o caminho para o salvador.
    Porque não há salvadores individuais (nem no "inimigo")nem o clube precisa de mais "Messias".
    Está em todos e em cada um a resposta necessária a este dificil momento do nosso clube.

     
  • Às 08 maio, 2011 21:47 , Blogger Daniel Gonçalves disse...

    "o claro segundo clube de uma cidade" Como estão a referir-se ao Boavista, que fique bem claro que o 2º clube da cidade Invicta é o Sport Comércio e Salgueiros, a seguir ao FC Porto, o Boavista fica em 3º lugar. Em termos históricos, na identidade/idiossincrasia própria, apoio de adeptos e tradição na cidade do Porto e no futebol nacional o Salgueiros está à frente do Boavista. O Boavista até à chegada do Major Valentim e de José Maria Pedroto, nos meados dos anos 70, era um "zé-ninguém" no desporto nacional, ao contrário o Salgueiros tinha historial que já vinha da I República, dos anos 30, e do futebol no tempo do Estado Novo. Claro que em vitórias o Boavista, depois do 25 de Abril, acabou por conquistar troféus - como referido no post - que o Salgueiros nunca conquistou, mas o Boavista nunca teve uma identidade própria dentro da Invicta, os boavisteiros eram sempre adeptos de mais do que 1 clube (à semelhança dos braguistas), geralmente não eram portuenses de nascença mas pessoas de outras zonas do País (Minho, Trás-os-Montes, Beiras, Ribatejo) que iam para a cidade do Porto trabalhar/viver, que tinham mais de 25 anos e portanto já eram adeptos do SCP ou do SLB e como não fazia sentido passarem a ser do rival FCP passavam a ter como 2º clube o Boavista, o caso do Valentim Loureiro é exemplo disso, é natural da Beira Alta, e era um sportinguista convicto, tendo estado para ser elemento da direcção do SCP no tempo de João Rocha nos anos 70. Quando há 6 anos começaram as dificuldades no Boavista, foi o que se viu, de um momento para o outro esses boavisteiros fugiram ou deixaram de apoiar o Boavista, ao contrário dos salgueristas que nunca abandonaram o clube, ou do Vitória que mesmo na II Divisão teve sempre o apoio dos vitorianos. Os boavisteiros são como os braguistas, a mentalidade é igual, para eles o Boavista ou o Braga é o 2º clube de coração.
    Que os proprietários deste blog não gostem do Boavista eu compreendo, eu também não nutro muita simpatia pelos boavisteiros, mas colocarem o Boavista num lugar que não é o dele - e injustamente engrandecerem-no - ou seja, o 2º clube da cidade Invicta é que não (apenas em nº de taças), o 3º lugar sim.

     
  • Às 08 maio, 2011 23:18 , Blogger Daniel Gonçalves disse...

    "o claro segundo clube de uma cidade" Como estão a referir-se ao Boavista, que fique bem claro que o 2º clube da cidade Invicta é o Sport Comércio e Salgueiros, a seguir ao FC Porto, o Boavista fica em 3º lugar. Em termos históricos, na identidade/idiossincrasia própria, apoio de adeptos e tradição na cidade do Porto e no futebol nacional o Salgueiros está à frente do Boavista. O Boavista até à chegada do Major Valentim e de José Maria Pedroto, nos meados dos anos 70, era um "zé-ninguém" no desporto nacional, ao contrário o Salgueiros tinha historial que já vinha da I República, dos anos 30, e do futebol no tempo do Estado Novo. Claro que em vitórias o Boavista, depois do 25 de Abril, acabou por conquistar troféus - como referido no post - que o Salgueiros nunca conquistou, mas o Boavista nunca teve uma identidade própria dentro da Invicta, os boavisteiros eram sempre adeptos de mais do que 1 clube (à semelhança dos braguistas), geralmente não eram portuenses de nascença mas pessoas de outras zonas do País (Minho, Trás-os-Montes, Beiras, Ribatejo) que iam para a cidade do Porto trabalhar/viver, que tinham mais de 25 anos e portanto já eram adeptos do SCP ou do SLB e como não fazia sentido passarem a ser do rival FCP passavam a ter como 2º clube o Boavista, o caso do Valentim Loureiro é exemplo disso, é natural da Beira Alta, e era um sportinguista convicto, tendo estado para ser elemento da direcção do SCP no tempo de João Rocha nos anos 70. Quando há 6 anos começaram as dificuldades no Boavista, foi o que se viu, de um momento para o outro esses boavisteiros fugiram ou deixaram de apoiar o Boavista, ao contrário dos salgueristas que nunca abandonaram o clube, ou do Vitória que mesmo na II Divisão teve sempre o apoio dos vitorianos. Os boavisteiros são como os braguistas, a mentalidade é igual, para eles o Boavista ou o Braga é o 2º clube de coração.
    Que os proprietários deste blog não gostem do Boavista eu compreendo, eu também não nutro muita simpatia pelos boavisteiros, mas colocarem o Boavista num lugar que não é o dele - e injustamente engrandecerem-no - ou seja, o 2º clube da cidade Invicta é que não (apenas em nº de taças), o 3º lugar sim.
    Cumprimentos desportivos.

     
  • Às 09 maio, 2011 10:49 , Blogger Ernesto Paraíso disse...

    O António é um cavalheiro que resolveu vir aqui dar a sua opinião, e muito bem, que isto é um blog aberto.

    Mas queria só fazer um esclarecimento a respeito de urbanismo e urbanidade

    A minha origem é concelhia, mas não é citadina.
    só que ser citadino é um mero qualificativo de circunstância; num concelho como Guimarães os habitantes urbanos são talvez mais de 80%, e claramente não se restringem à cidade.

    Qual a difernça entre viver em Moreira, em Ronfe, nas Taipas, em Brito, em Creixomil, em Azurém, ou no centro histórico?

    Provavelmente o habitante do centro histórico distingue-se dos restantes porque não tem garagem, não pode estacionar junto à sua casa, e tem outras incomodidades associadas à traça das casas onde vive

    Agora em todos os restantes parâmetros, não faz qualquer sentido falar de diferenças, quando em 5 ou 10 minutos se vencem todas as distâncias.

    Grande abraço para o António, continue a mandar os seus bitaites que é bom para a diversidade do mundo vitoriano a que o António, embora não esteja muito consciente disso, seguramente pertence.

    P.S. Lugar no Afonsão parece que já não há, mas inscreva-se na lista de espera que pode ser que a direção avance para o Afonsão XXL

     

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