12.1.07

D. Afonso Henriques

Negócio de milhões

A 13 de Outubro de 2004, Record noticiou, sob o título de “grande negócio”, que a direcção do Vitória de Guimarães estava prestes a arrendar os espaços interiores da bancada de topo sul do Estádio D. Afonso Henriques.E arrendou mesmo, no caso concreto, à empresa Águas do Ave, num contrato válido para 10 anos. A verdade, porém, é que já nessa altura o processo previa até um aluguer de 20 ou 25 anos. Questões burocráticas não o permitiram na altura, mas agora é perfeitamente possível. E será feito.Assim, o contrato que vigora há dois anos será renovado por mais 10 dentro de muito pouco, garantindo o V. Guimarães o encaixe de uma verba estimada em 1, 5 milhões de euros. Record confirmou os dados junto de uma fonte conhecedora do processo e sabe que o êxito da operação está praticamente garantido.A matéria tem meses de discussão entre as partes envolvidas, mas conheceu um significativo avanço nas últimas semanas. E hoje é um dia chave para a operação. De manhã, a questão será discutida na reunião quinzenal do executivo camarário vimaranense, à tarde será ultimada pelo Conselho de Administração das Águas de Portugal, que detém parte do capital da empresa Águas do Ave. A oficialização não tardará. in "Record"

Nunca concordei com este tipo de negócios! Na minha opinião o horizonte temporal dos negócios duma direcção deve ser limitado ao tempo do seu mandato. Todos sabemos que a situação financeira do nosso clube não é a melhor mas antecipar receitas futuras dos próximos 20 anos parece-me despropositado e pode hipotecar o futuro do Vitória.
Não me parece a melhor solução.

O que pensam os "jogadores" desta "Dream Team" se este negócio se concretizar?

publicada por Tito71-78 @ 17:21  

2 Comentários:

  • Às 12 janeiro, 2007 18:50 , Blogger CASCAVEL disse...

    Meu caro TITO,
    Neste negócio - que à partida parece ser objectivamente bom para o VITÓRIA: estámos a falar de um encaixe de 1,5 milhões de euros! - existem duas situações que, na minha opinião, carecem ser devidamente esclarecidas:
    1. Saber a forma e prazo de pagamento.
    O arrendatário vai pagar mensalmente uma renda ou, pelo contrário, paga "à cabeça" a totalidade das rendas que são devidas até ao termo do contrato?
    Claramente prefiro a primeira opção. Também entendo que antecipar receitas significa, grosso modo, dificultar a vida a quem vem a seguir.
    Isso já foi feito anteriormente com as receitas provenientes da Sporttv e pela cedência do estádio para o Euro 2004 e, por isso, nos anos seguintes (os recentes) a situação financeira mantem-se muito complicada.
    2. Saber se a Direcção está devidamente mandatada para fazer este negócio.
    Passo a explicar: Se bem me lembro a Direcção foi mandatada para celebrar um contrato de arrendamento, com a empresa "Águas do Ave", pela cedência de um espaço no Estádio, por um período de 10 anos.
    Agora, fazendo fé na notícia (?????) a duração do arrendamento vai ser prolongada por mais 10 anos.
    Se assim for desconfio da legitimidade da posição assumida.
    Em tempos não muito distantes bati-me, na minha modesta qualidade de sócio, pela necessidade de ver legitimado pelos associados em AG a venda anual das cadeiras. Achei sempre que era um direito que não lhes podia ser sonegado em circunstância alguma.
    A Direcção anterior não o fez, o que achei mal, a actual Direcção escolheu outro caminho, o que naturalmente me satisfez.
    O paralelo aqui parece-me óbvio.
    Entendo, agora como antes, que as questões importantes - as que definem o futuro do clube - devem passar sempre pela legitimação dos sócios.
    Um contrato que tem o seu horizonte temporal para além do mandato e, por maioria de razão, qualquer eventual prorrogação, constituem claramente para mim uma situação que tem que ver com a "estrutura" do clube e, por isso, deve sempre ser submetido ao plebiscito do universo associativo.
    Saudações Vitorianas.

     
  • Às 13 janeiro, 2007 01:06 , Blogger Jeremias disse...

    è um assunto que vale a pena ser discutido.
    Por um lado uma direcção,do meu ponto de vista,deve pensar o clube sempre no médio prazo e agir em conformidade com isso.
    Por outro lado,como dizem o Tito e o Cascavel,antecipar receitas de 20 anos significa condicionar tremendamente as direcções que virao a seguir.
    Sinceramente penso que o assunto devia ser debatido pelos sócios com alguma profundidade e sem paixão.Independentemente de resultados e classificações de presidentes e direcções.
    Não sei é se actualmente será possivel.
    E ja agora também nao acho que 1,5 milhoes de euros seja um negocio por ai além.
    Mas o assunto merece mais opinioes de facto

     

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