O titulo pode parecer estranho mas tem naturalmente uma justificação.
O Vitória terá sido o primeiro clube português a virar-se para o mercado brasileiro,nos anos cinquenta do século passado,procurando a bom preço as mais valias competitivas que no mercado nacional se tornavam dificeis de conseguir.
Fê-lo com assinalável sucesso.
Basta relembrar os pioneiros Edmur,Ernesto,Carlos Alberto ou Caiçara (embora decano deste blog convém frisar que nunca os vi jogar !) para comprovar o acerto da decisão.
Isto num tempo em que o mercado africano,leia-se antigas provincias ultramarinas,se encontrava dominado pelos tradicionais Benfica,Sporting e Belenenses com a intromissão do então provinciano F.CPorto.
De lá vieram então Eusébio,Coluna,Matateu e tantos outros que espalharam classe pelos relvados e pelados do nosso campeonato.
Muita água correu debaixo das pontes desde então.
Todos os clubes se habituaram ao Brasil,as provincias passaram a paises,a lei Bosman revolucionou o mercado de transferências.
Lentamente os principais clubes foram-se habituando á ideia de que a par da formação era necessário apostar noutros mercados,noutras realidade futebolisticas,noutras formas de procurar equilibrios desportivos e financeiros.
Internos e externos.
É nesse contexto que cito aqui dois exemplos que me permitirão extrair uma conclusão.
Primeiro acho patético o nosso treinador andar no Brasil a ver jogadores de 18/19 anos.
Porque lá,como cá,são jovens na fase final da formação que salvo qualquer prodigio (Messi,Robinho ou afim) poderão dar ou não jogadores de alta competição.
Para essa idade bastará ver o Lucas,o Dinis ou o Rabiola.
Não vale a pena ir ao Brasil.
Os de lá não dão mais garantias do que os de cá.
Segundo;meses atrás estive de passagem na Tunisia.
De onde vieram Ziad,Taofik,Benachour.
Em vários sitos constatei que par de um tremendo entusiasmo pelo futebol existe uma enorme simpatia pelo nosso Vitória.
Precisamente por esses jogadores cá terem feito carreira e ganho notoriedade.
Pessoas com quem falei encontravam-se perfeitamente identificadas com a nossa realidade,acompanhavam o nosso percurso,estavam contentes por termos regressado á I Divisão.
Em Africa está o futuro do futebol.
Pelas potencialidades atléticas,pelo amor ao jogo,pelo mercado de recrutamento.
Grandes equipas europeias tem já significativos contingentes de jogadores africanos nos seus quadros.
Conclusão: Bem fará o Vitória se olhar para África com olhos de ver.
Para os paises de lingua oficial portuguesa,onde já temos simpatizantes e em que as afinidades linguisticas muito facilitarão a integração dos jogadores,mas também para mercados onde uma hábil gestão de imagem possa fazer-nos ganhar uma posição liderante.
Como a Tunisia por exemplo.
Nesta,como noutras mtérias,saber chegar a tempo pode fazer-nos ganhar...muito tempo.
Saudações Vitorianas