13.7.11

Afinal... a primeira prova...

Recebi mais um texto do Miguel Salazar, mas este já com uma declaração que confirma o episódio relatado...

"Tentar compreender os motivos que poderão levar alguém a negar uma evidência, e a tentar dar maior credibilidade à sua posição através do recurso à ameaça de um processo judicial, constitui-se como um exercício extremamente difícil, mas também muito interessante.
Mais difícil se torna ainda, se esse exercício tiver de ser feito de modo a não dar azo à possibilidade de ameaça de instauração de um outro processo judicial.
Então, porque razão poderá alguém negar a evidência sobre um episódio realmente ocorrido?
Por ser atraiçoado pela sua própria memória?
Pode ser. Afinal, a idade não perdoa e nenhum de nós vai para novo.
Ou então, este tipo de episódios é tão frequente que simplesmente já não seja possível recordar um qualquer em particular.
Mas nisso, eu recuso-me a acreditar. Uma pessoa de bem, jamais faria isso.
Mas também não é menos verdade que a ameaça de instauração de um processo judicial dá muito mais credibilidade do que uma simples indignação.
Há quem chame a isto "fuga para a frente".
Mas o que se pode ganhar com um processo judicial deste tipo?
Com a ameaça em si, ganha-se credibilidade.
Sustentada na própria indignação e alicerçada na dúvida que sempre persiste nos sempre crédulos assistentes, essa credibilidade nem chega a ser beliscada.
Com o terror da ameaça em si, desmobilizam-se as testemunhas mais susceptíveis, que presenciaram esse episódio, que asseguram a sua veracidade e que legitimam o seu relato.
E é realmente assim. Este tipo de ameaças tem mesmo este tipo de efeito.
Devastador, por vezes.
A materialização da ameaça, é que já não traria qualquer proveito. Bem pelo contrário.
Primeiro, porque se corre o risco de ver exposta e reposta publicamente, a veracidade do episódio relatado, facto que, a verificar-se, tornaria insustentável a posição e as funções ocupadas por aquele que se arroga indignado. A dúvida favorece este tipo de gente, mas a prova feita em Tribunal, acabaria por ditar o seu fim.
Em segundo lugar, porque ainda vai existindo uma coisa a que se chama "verticalidade".
E apesar de serem cada vez mais raras, ainda vão existindo pessoas com essa qualidade.
Pessoas cujo carácter é suficientemente sólido para manterem publicamente as suas posições e as palavras que deram, nunca cedendo a qualquer tipo de coacções, sejam elas implícitas ou explícitas.
Eu compreendo que esta verticalidade, hoje em dia e para algumas pessoas, seja um conceito de muito difícil compreensão, mas a verdade é que ela felizmente continua a existir.
Mas até é bem provável que algumas testemunhas possam ceder a esse tipo de coacção implícita e encapotada, mas a verdade é que também não se pode descartar a hipótese de que os seus testemunhos possam ter sido dados por escrito, facto que permitiria a sua utilização por ordem do Tribunal, mesmo contra a vontade dos seus autores.
Depois, ainda há que considerar o risco de que o constituído réu se lembre de que uma acusação pública (via televisão) de mentira e difamação, é atentatória do seu bom nome, e que em virtude disso resolva, também ele próprio, recorrer à via judicial.
Nesta conjuntura, o bom-senso (por onde andarás tu?) aconselha a que se fique apenas pelas palavras e ameaças, limitando-se a esperar pelo efeito dissuasor do terror que para muitos é o Processo Judicial.

Finalmente, gostaria de vos falar de algo que não tem qualquer relação com esta minha dissertação, mas que vem a propósito da verticalidade das pessoas com carácter, e para quem só existe uma “palavra”, que se mantém independentemente das circunstâncias em que se encontrem.
Uma dessas pessoas é seguramente Paulo Araújo, Mestre de Artes Marciais e que, em Março de 2009, era Assessor Técnico do treinador de voleibol do Vitória – Prof Rogério de Paula –, e que curiosamente presenciou o episódio que relatei na última Assembleia Geral, do passado dia 8 de Julho.
Em boa verdade, foi mesmo Paulo Araújo quem me deu conta desse triste e lamentável episódio.
Convidado, por mim, a fazer um comentário sobre a veracidade do relato que fiz aos sócios na AG, a sua resposta teve tanto de lacónica como de elucidativa:

o único (comentário a fazer) é que não se passou no balneário, mas sim na sala onde se visualizavam os vídeos, na sede do VSC

Em abono da verdade, devo dizer que aquilo que referi na AG foi que o episódio se tinha passado numa sala do pavilhão, mas Paulo Araújo foi traído pelas declarações de EMS (no vídeo da VitóriaTV), em que este afirma que eu tinha referido o balneário como sendo o palco de todas as ocorrências.
De facto, nunca eu afirmei tal, mas como essa parte foi suprimida do vídeo…
De qualquer modo, o local não é com toda a certeza o aspecto mais relevante da questão.
Importante mesmo, é a declaração de Paulo Araújo, que confirma tudo aquilo que relatei na AG.
Isso é que é realmente importante !..."

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publicada por Ibraim @ 22:38  

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