22.2.11

Uma questão de pontaria...

Esta questão, a respeito da pontaria de João Alves, já tinha sido levantada na época passada pelo Miguel Salazar (ver aqui), aquando do jogo contra o Rio Ave, mas na realidade a questão é muito mais antiga. Depois de tanto tempo sem acertar por uma única vez na baliza, era compreensível a felicidade do capitão do Vitória depois deste sucesso em Leiria. Com este tiro certeiro, João Alves voltava também a repetir os feitos que em tempos (já há muito idos) lhe tinham granjeado a fama de franco-atirador (nestes anos mais recentes, ele tinha sido mais um… fraco-atirador).


José Rialto – João Alves, depois de tanto tempo em jejum, e após tantas e tantas tentativas fracassadas, você lá conseguiu finalmente voltar a acertar na baliza…


João Alves – É verdade! Estou muito feliz com este sucesso. Mas olhe que já no outro dia me tinha acontecido uma coisa assim…


JR – Pois, mas desta vez foi diferente. Este foi um disparo de muito longe, daqueles que antigamente você costumava fazer… e acertar. Mas diga-me lá ó João, como é que você conseguiu finalmente afinar a sua pontaria?


JA – Bem, não foi bem afinar a pontaria. Desisti foi de a fazer…


JR – Não percebi. Você desistiu de fazer o quê?


JA – Pontaria! Como eu nunca mais conseguia acertar na baliza, então pensei que o melhor seria deixar de fazer pontaria para os sítios onde quero acertar…


José Rialto estava siderado, e João Alves continuava a sua explicação…


JA – Agora, faço pontaria para outro sítio qualquer. Para a bandeirola de canto, para o juiz de linha, para um espectador na bancada... Não posso é apontar para o alvo, percebe? E pronto, de repente comecei a acertar. Por exemplo, neste golo que marquei ao Leiria, fiz pontaria para um gajo “qualquer” que estava no camarote presidencial…


JR – Ai foi????


JA – Sim! Era um gajo que estava lá no camarote, que esteve quieto e calado durante o jogo todo. Não tugiu nem mugiu!...


JR – Ah, então esse devia ser o Presidente!


JA – Devia ser, não. Era ele mesmo. É que para além de tudo, eu agora também descobri que, como bom vitoriano que já me começo a sentir, se fizer pontaria para ele, ainda consigo atirar com mais raiva… quero dizer… com mais convicção…


JR – Olhe que se o Presidente souber disso, pode ficar chateado consigo…


JA – Pois pode! Mas não deve, sabe? Porque não há sítio mais seguro para se estar do que o sítio para onde eu faço a pontaria…



Etiquetas:

publicada por Ibraim @ 19:52  

1 Comentários:

  • Às 28 fevereiro, 2011 14:48 , Anonymous Anónimo disse...

    A questão da pontaria não se circunscreve ao João Alves.
    Porque este,ao menos,ainda remata.
    Outros nem isso.

     

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