7.5.08

A NOVA POLITICA PARA AS "MODALIDADES"

O VITÓRIA definiu, como política do clube para as "modalidades amadoras", que as mesmas vão passar a ser dirigidas por um Director do clube.
Eu, já antes aqui o defendi, sempre entendi que esta deveria ser a forma como o clube devia ser estruturado.
Por isso, apesar de tardia, acho acertadissima esta decisão.
A partir daqui é o clube que vai definir as modalidades em que vai participar, quais os orçamentos de que cada uma delas vai dispôr, que vai angariar os patrocinios, que explorar o marketing e marchandising, "sobrando" para os directores de cada modalidade a definição dos respectivos planteis e a organização dos jogos.
Desta forma, não vamos mais ver os directores preocupados com a questão dos pagamentos aos jogadores já que isto vai passar a ser "problema" exclusivo da Direcção.
Espera-se, agora, que exista sintonia entre o Director das Modalidades e os diversos responsaveis por cada uma delas, porque só dessa forma pode existir uma harmonia que é absolutamente fundamental para que isto funcione na perfeição.
Por isso aguarda-se com enorme expectaiva a próxima época e o que se deseja é que a mesma seja devidamente preparada até porque, como sabemos, vai ser necessário "defender" os (diversos) titulos que, de forma brilhante, foram conquistados ao longo desta época que está a terminar.
Saudações Vitorianas.

publicada por CASCAVEL @ 19:08  

3 Comentários:

  • Às 08 maio, 2008 00:07 , Blogger Paquito disse...

    Este comentário foi removido pelo autor.

     
  • Às 08 maio, 2008 00:16 , Blogger Paquito disse...

    Ora e eu não concordo nada contigo meu caro Cascavel...

    Acho importante que a Direcção tenha mão nas modalidades de forma a não permitir algumas coisas que sempre se viram como cada modalidade ter o seu símbolo e imagens próprias (com excepção da Basket que como sabemos surge de um acordo VSC/BCG), cada qual ter as suas carrinhas com imagem própria, etc.
    Em suma, tem que haver alguém que garanta unidade na imagem, mensagem e até procedimentos, sendo que esse alguém só pode ser a Direcção.

    Mas coisa diferente é aquilo que se propõe.
    Não discuto, naturalmente, as boas intenções subjacentes, mas do que conheço (e espero enganar-me) acho que vai dar asneira.
    Se os seccionista/directores das modalidades vão ser responsáveis apenas pela parte desportiva e não financeira, isso significa que todos vão naturalmente "sentar à sombra da bananeira" à espera das dotações orçamentais anuais que lhes calhem em sorte, de acordo com o critério da Direcção.
    Isto é, a Direcção tem um bolo para distribuir pelas modalidades, e distribuindo de acordo com o seu critério pode estar a atribuir menos a uma secção do que aquilo que ela própria consegue gerar, com o trabalho dos seus seccionistas.
    Enorme foco de divisão entre secções. Os favorecidos e os desfavorecidos.
    Sendo que por outro lado, acho altamente improvável que alguma secção venha a ter mais do que aquilo que actualmente tem.
    O que também se explica: se a Direcção tiver um director e um funcionário apenas afectos às modalidades, com o propósito de captar investimento, indistintamente, para as modalidades do clube, parece-me evidente que se vai conseguir captar muito menos do que aquilo que actualmente conseguem as próprias secções, a esgravatar por si próprias a quantidade enorme de patrocínios de amigos e conhecidos dos seccionistas, pois estes, sem aqueles, não irão certamente prosseguir com o patrocínio. Isto conduzirá, a meu ver de forma inevitável, uma perda substancial de receita.
    Como se resolve? Injectando o clube directamente dinheiro, e aí, teremos o mesmo que no passado, ou seja, quando o Clube se vir forçado a largar daquele que está destinado ao futebol para qualquer modalidade, extingue-se a modalidade porque sai cara ao clube.
    E eu acrescento - compreensivelmente!

    Por isso, que melhor sistema do que aquele em que se uma modalidade quer existir e singrar, como connosco sucede nas nossas vidas, arranja os meios suficientes para o projecto que quer construir?
    Por exemplo, será que para o Vitória tem interesse, do ponto de vista desportivo e de visibilidade junto dos sócios, manter secções com pouco ou quase nenhum público e com resultados desportivos pouco visíveis?
    Porventura admito que não.
    No entanto, tirando as 3 maiores (Basket, Volei e Natação), estamos a falar de modalidades que têm centenas de míudos como praticantes, ainda mais pais a acompanhar e têm uma vida própria.
    Julgo que acabar com isto, acabar com aquela motivação que os seccionistas têm de se sentirem "pais" do projecto que criaram, conduzirá a um afastamento até sentimental e consequente perda motivacional, da parte de quem esteja responsável pelas secções.

    Este tema até é interessante na medida em que tem o seu quê de ideológico.
    Repara: aquilo que se propõe é que o Vitória assuma um pouco o papel que alguns consideram dever ser o Estado, super-protector, que assegura os meios deixando às pessoas apenas a sua execução.
    Ora eu pelo menos, acredito no inverso disto, ou seja num Estado progressivamente ausente, num Estado que deixe as pessoas e as instituições fazer-se a si próprias, cabendo a este, apenas, o assegurar da manutenção da equidade, justiça e equilíbrio.
    No Vitória penso igual.
    Serão tanto maiores as secções quanto as deixarmos dependentes de si próprias, quanto mais lhe quisermos tirar o trabalho, perderemos fontes de financiamento e perderemos empenhamento e motivação nos seus responsáveis.
    Imperará o facilitismo.
    Como com o Estado.

    E afinal há aquela velha regra de que em equipa que ganha não se mexe.
    Se desta forma temos ganho tantos títulos
    Se desta forma, desde que as modalidades ganharam uma certa independência, o Vitória cresceu tremendamente não só no nº de modalidades como nos resultados desportivos, sobretudo se comparado com o tempo em que as coisas eram como se pretende que voltem a ser.
    Se desta forma tem funcionado tão bem, para quê mudar?

    Admito que os orçamentos das modalidades sejam aprovados pela Direcção.
    Acho desejável uma comparticipação equitativa da Direcção (em montantes percentuais) ao orçamento de cada modalidade.
    Acho essencial um controle apertado no domínio da imagem, dos equipamentos, do marketing em geral, do modo a que seja transmitida uma imagem uniforme do Clube.
    Acho importante a existência de um Director que coordene todas as modalidades.

    Mas todas as ingerências para além desta, designadamente a financeira que é a que - essencialmente - está em causa, considero um erro grave de que nos viremos a arrepender.

     
  • Às 08 maio, 2008 11:43 , Blogger Frederik Soderstrom disse...

    De Volta….
    Acho que é importante percebermos que aquilo que as secções são é em tudo devido ao trabalho e às ideias que cada seccionista quis implementar, porque nunca existiram regras para “controle” das modalidade.
    Sempre foi um assunto que defendi, e que inclusivamente me dei ao trabalho de compilar e apresentar a esta e às 2 anteriores direcções. Finalmente, esta direcção percebeu que é preciso fazer alguma coisa pelas mod. amadoras, e parece que vai pegar em algumas dessas ideias e pô-las em prática.

    Antes de mais é preciso a direcção perceber como as secções se organizam, o que fazem, onde treinam, como treinam, quem dá treinos, se têm transportes, equipamentos, mas fundamentalmente quanto custam….e este é que é o problema! Para que depois se possa fazer alguma coisa…

    Quanto ao “ressurgimento” do director de mod. Amadoras, e as suas funções, apenas digo que o cargo nunca foi extinto, mas nunca teve funções definidas…ao que parece agora vai ter! e, digo eu, ainda bem!
    Há duas grandes questões
    - Que funções?
    - Irá o DMA (director de modalidades amadoras) ter poderes para intreferir nos orçamentos das mod’s?
    - Irá o DMA definir objectivos para cada mod?
    - Irá o DMA ter poderes para extinguir uma mod?
    - Será da responsabilidade do DMA angariar patrocinadores?
    - Que reprecurções terão estas politicas nas mod’s?
    - Irão os seccionistas aceitar de bom grado directrizes sobre um projecto que criaram sozinhos, e única a exclusivamente à custa do seu trabalho?
    - Quem fará os orçamentos?
    - A direcção irá meter dinheiro nas mod’s?
    Estas e muitas outras são questões que é importante definir, para que não surja um projecto para as mod’s, e depois este não tenha aplicabilidade prática.

    Sempre defendi que as secções devem ser autónomas, e fundamentalmente ter independência financeira, para não acontecer como outros Clubes que criam uma equipa altamente profissional, gastam rios de dinheiro e depois de obtido o sucesso abandonam-na…não nos podemos esquecer que para um miúdo de 9/10 anos é um sonho ser jogador do VSC nem que seja em matraquilhos! E esta é que é a nossa força!
    Sou terminantemente contra a criação de modalidades que contrariem este objectivo, isto é, a formação de atletas. A única maneira do o VSC crescer é associando-se aos jovens e capta-los para a “família” vitoriana, e as mod’s amadoras são a grande rampa de lançamento para isso.

    Quando falo de autonomia, falo igualmente da definição de objectivos desportivos e financeiros para cada mod., em contratações de jogadores, técnicos, etc…que devem ser definidos por quem gere a mod.
    No entanto, jogar pelo VSC é jogar pra ganhar, e o objectivo de crescimento (humano e desportivo) deve estar sempre presente e associado a cada mod.

    Para terminar, acho muito positivo que se queira fazer alguma coisa pelas mod.’s, dar-lhes algum apoio para que sintam que a direcção está com eles, mas…seremos todos filhos do mesmo pai?

     

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