28.11.11

Finalmente aconteceu...

Porque não poderia ter deixado de acontecer.

Depois de tanta asneirada e incompetência por parte da Direcção do Vitória, depois de uma Assembleia Geral em que as contas apresentadas foram liminarmente chumbadas, depois das repetidas manifestações de arrogância do Presidente da Assembleia Geral, cujo desplante chegou ao cúmulo de desafiar, na imprensa desportiva nacional, os próprios sócios a materializarem o seu descontentamento com a apresentação de um pedido de marcação de uma AG extraordinária para a destituição da Direcção, outra coisa não seria de esperar que não fosse a apresentação dessa mesma petição.

E assim aconteceu, a lista foi entregue, não com 120, mas sim com 188 assinaturas.

O processo de compilação desta lista foi moroso e muito complicado. Conheci o Paulo Emanuel Mendes no início deste processo, quando juntei o meu nome à sua lista, e desde então tenho vindo a acompanhar as inúmeras vicissitudes a que todo este processo tem sido submetido.

Em consequência de um sem número de ocorrências (muito) graves, que foram desde os telefonemas anónimos, aos insultos e às ameaças físicas (umas veladas e outras bem mais explícitas), passando por danos materiais e até por tentativas de aliciamento, muitos foram os factores que foram atrasando aquilo que se pretendia célere.

Muito se especulou sobre as motivações que levaram PEM a tomar esta iniciativa. Antes de a lista ser entregue, afirmaram que ele era um “vendido”, e que apenas pretendia ter em mãos as 120 assinaturas para as poder usar em benefício próprio, em pretensas negociações com a Direcção do clube. Depois de a entregar, resolveram então sentenciar que afinal apenas pretendia ganhar alguma notoriedade.

Maledicência gratuita. Puseram em causa a sua honorabilidade, e esqueceram que também ele tem mulher e filhos.

Mas o mais curioso é que houve muitos outros que se propuseram fazer o mesmo, mas que falharam os seus objectivos. Cada um terá por certo as suas razões (mais ou menos válidas) para justificar o facto de não ter conseguido os seus desígnios, mas a verdade é que se hoje estamos à espera da marcação da AGE, a PEM o devemos.

Apesar de todas as pressões a que foi submetido, honrou o compromisso que assumiu com todos aqueles que assinaram a lista que promoveu.

Agora, a decisão de destituir ou não a Direcção está nas mãos de toda a massa associativa, e não apenas desta “meia dúzia” de vitorianos. E embora eu seja claramente a favor da sua destituição, espero sinceramente que haja uma grande afluência a essa AGE, independentemente daquela que venha a ser a sua deliberação. Espero ainda que, apesar do momento conturbado que vivemos, ela possa decorrer num ambiente de correcção e de respeito por todos.

Mas, independentemente de qual for a decisão final dos sócios, não deveríamos esquecer que a oportunidade que vamos ter para o fazer, fica a dever-se à perseverança de alguém que, apesar da desconfiança dos vitorianos e de muitas contrariedades, conseguiu concretizar aquilo a que muitos outros se propuseram, mas que não foram capazes de fazer.

Eu não esqueço…


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publicada por Ibraim @ 00:49  

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