4.11.11

Como eu vi a Assembleia Geral

1. Muita afluência. Bancadas cheias, cadeiras no recinto também totalmente preenchidas e muita gente de pé. Independentemente de tudo o que se passou, é um facto positivo constatar que o fervor vitoriano está ainda bem vivo.
2. Temos entre nós muita gente que não se sabe comportar numa Assembleia Geral. Gritaria, cânticos, insultos, sócios impedidos de dar a sua opinião... Enfim, será assim tão difícil perceber que estar numa AG não é a mesma coisa que estar no estádio a assistir a um jogo do Vitória?
3. O Presidente da Mesa. Esteve mal, sobretudo quando fez algo que nunca vi ninguém na sua posição fazer: ler um papel que um sócio lhe deu para a mão e lhe ordenou que lesse. Só um estado de nervosismo total pode justificar uma atitude como essa.
4. O Vitória não tem um Director para a área Financeira. Tem um vice- presidente que age como se fosse o TOC do VSC. Não deu uma única explicação sobre o porquê da situação a que se chegou. Nada. Nem ele nem ninguém da Direcção fez aquilo que se exigia: dizer como se chegou onde se chegou e como se irá inverter o rumo. Nada disso. Apenas se preocuparam em dizer que os números eram aqueles e nenhuns outros.
5. O dito Vice Presidente, apresentados aqueles números, só tinha uma coisa a fazer: pedir a demissão. Das duas uma, ou os resultados financeiros são da sua responsabilidade e aí tinha de ir embora porque nos levou a um ponto de insustentabilidade de forma consciente; ou as decisões que nos conduziram aqui não são suas, mas da restante Direcção, sendo que aí o mesmo não passaria de um verbo de encher. Nesse caso, um mínimo de dignidade exigiria igualmente a saída.
6. O Sr. Presidente não percebe porque não deve vender apartamentos a jogadores do VSC. Se ele não percebe, não vou ser eu que lhe vou explicar.
7. Quando um sócio pergunta uma coisa à Direcção do seu clube, não espera que seja um funcionário a responder-lhe.
8. Durante a Assembleia falou-se muito pouco de futebol, o que, no actual contexto, me parece extremamente positivo.
9. Em sentido contrário, as declarações do Presidente no fim da Assembleia dizendo que só há que aguardar pela melhoria dos resultados da equipa principal para as contas serem aprovadas, são basicamente apelidar de mentecaptos os sócios do nosso clube.
10. Finalmente: embora perceba a atitude daqueles que votaram favoravelmente as contas, porque entendem que, correspondendo as mesmas à realidade, não poderiam votar de outra maneira; também me parece legítima a atitude daqueles outros que, face à realidade que as mesmas espelham, entenderam que o chumbo era um acto legítimo de protesto pelo precipício para onde esta Direcção nos está a levar.
Fiz parte destes últimos.

publicada por Gregório Freixo @ 19:10  

2 Comentários:

  • Às 05 novembro, 2011 13:03 , Blogger Pedro Ferreira disse...

    Como sempre, na mouche.

     
  • Às 05 novembro, 2011 17:45 , Blogger Jeremias disse...

    Assino por baixo a tua análise caro CAPITÃO.
    Sublinhando algo que referiste e que me parece essencial: durante seis horas quase não se falou de futebol!
    O que numa AG do Vitória é extraordinário.
    Demonstra bem que a preocupação fundamental dos sócios,pese embora este mau inicio de época,está longe de ser apenas o futebol.
    Hoje há uma conscencialização,diria quase colectiva,de que temos problemas bem mais prementes para resolver.
    E é bom a que direcção interiorize isso e não pense que triunfos como o de ontem em Paços de Ferreira lhe garantem a aprovação das contas em próxima AG.
    Creio que os sócios, e muito bem,fazem hoje uma distinção das coisas que no passado não faziam.
    Os tempos mudaram!

     

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