Aos seis do mês de Junho do ano da Graça de 2007,pelas vinte horas e trinta minutos teve lugar na sua sede eventual, o Restaurante Vira Bar, a Reunião Magna do d-afonsohenriques.blogspot.com, com as presenças (por ordem de chegada) de Jeremias, Edmur, Tito 71-78, Cascavel, Vítor Paneira, Pedro Mendes, e já na secção café e destilados escoceses, o nosso capitão Gregório Freixo, N´Dinga, Paquito e o saudoso extinto Basaula, que tal como Lazaro se levantou do tumulo para este efeito, e por mim Ademir Alcântara que a secretariei.
Deu-se de imediato entrada no primeiro ponto da Ordem de Trabalhos, as Entradas, das quais constavam para gáudio, jubilo e satisfação dos presentes, quantidade assinalável dos imprescindíveis Ovos Verdes.
A propósito da ementa, e para estabelecer um alto standard de transparência, a conta foi publicada no blogue, para que nunca se diga que as nossas contas não são publicas.
Nós praticamos o que pregamos.
Dado que a Ordem de Trabalhos da Convocatória, referia que os trabalhos não teriam ordem deu-se inicio a um intenso debate, que decorreu sempre num clima de grande elevação (o restaurante é no 1º andar) e onde foram estabelecidas algumas ideias mestras para a nossa função de atentos participantes na vida do nosso Vitória.
Assim, por unanimidade e aclamação (com as habituais reservas morais do Cascavel) foi decretada a necessidade urgente da formalização do movimento VAI JOÃO PEREIRA, que foi de facto o jogador mais citado pelos presentes, sendo o desejo de todos que este grande craque faça uma excelente carreira ao serviço do Sporting do Lesotho.
Foi intensamente debatida também, a vinda da griffe Lacatoni, para principal supplier dos equipamentos do Vitória, e foi deixado um recado para futuro que tudo o que seja abaixo da Nike ou da Adidas não nos satisfaz.
Foi ainda lançada uma business venture para a fabricação e comercialização em território português (que neste particular se resume aos limites do concelho) de papel higiénico (macio, de folha dupla e possivelmente perfumado) com os símbolos dos clubes nossos rivais para o que foi mandatado um plenipotenciário para negociar com a Renova.
Versou-se também a possível venda de Património para saldar as contas do clube, para o que se escolheu, por ordem de hasta publica o Castelo de Guimarães, o Paço dos Duques, ou a estátua do Cutileiro.
Entre muitas e variadas intervenções, sempre portadoras de uma grande erudição e de altíssimo valor intrínseco, é função deste vosso esforçado secretário fazer um resumo das características idiossincráticas de cada um dos oradores, a par de algumas ideias por estes aqui versadas.
Jeremias, produziu as intervenções com maior amplitude temporal ou não fosse o decano do grupo, de onde se destaca a verdadeira história da transferência do Meira, a memória da Amorosa, o privilégio de ter visto o seu alter-ego a jogar de facto, contribuindo em todas as fases do debate. Vota contra João Pereira.
Edmur, no seu estilo marcial/castrense, afirmou para a acta que tem a certeza (baseada em percepção extra-sensorial e contactos mediúnicos) que vamos ter João Pereira.
O facto de o homem ter poderes sobre humanos pode ser comprovado pela antevisão da vinda do nosso Messias o Mister Cajuda, o que pode muito bem ter sido um “trabalho” em parceria com o Wizard of Fafe. A opinião geral atesta da importância do seu empenho no debate e avulta o facto de ter sido o Edmur a acabar com as tibiezas na marcação do repasto. O poder aos militares!!!
Ficamos também a saber que o Edmur tem uma viatura que fala, o que se não é absolutamente normal é pelo menos impressionante.
Tito 71-78, dentro da vertente empresarial, é sempre uma referência no que respeita a informação confidencial por via fraterna. De realçar a excelente dupla e as triangulações perfeitas com Ademir e Pedro Mendes, em jogadas de laboratório, livres certeiros on-the rocks e com Aguas Castelo. Apoiante entusiasta da produção do toilet paper SC Braga.
Vítor Paneira, o nosso Richelieu, deu mostras de grande lealdade à Direcção da qual faz parte não revelando nada de significativo, nem sob ameaça de tortura (que no caso era o esconder dos ovos verdes), ou se revelou alguma coisa foi off-the-record, que para o caso é o mesmo que nada. De qualquer forma enriqueceu o debate e é justamente considerado o pai deste jantar (também é de facto o pai do Afonso). Conseguiu a proeza de não termos sido agredidos por nenhuma delegação das Belas Artes, o que agradecemos.
Cascavel, para que esta acta reflita a verdade do que se passou temos de começar por assinalar o papel no desenvolvimento ideológico deste fórum. Tem pautado a sua intervenção por um estilo de líderança espiritual com uma intervenção marcadamente na esteira de Mahatma Ghandi, a resistência passiva. É um gentleman e na sua intervenção sente-se isso, pela moderação e serenidade das suas tomadas de posição. Não conseguimos imaginá-lo a invectivar qualquer trio de arbitragem. Notou-se preocupação pela ausência de reforços sonantes nesta fase da construção do plantel do Vitória.
Pedro Mendes, entre muitas contribuições ressalta a de ter, a sério, ter afirmado com concordância geral que a inexistência de uma grande campanha de angariação de novos sócios, logo a seguir ao jogo com o Gondomar foi uma perda para o Clube.
Tem um estilo que me agrada, e, à cautela fiquei sentado ao lado dele, não fosse aparecerem os de Belas Artes.No que diz respeito à liga escocesa, chuta com os dois pés.
A dupla Gregório Freixo/ N´Dinga, chegou na hora do café, mas incorporou os trabalhos com entusiasmo recuperando com aparente facilidade o tempo perdido em anteriores repastos associativos.
O capitão Gregório Freixo, que é o nosso Bill Gates, o fundador e mentor deste projecto refletiu connosco serenamente com é seu timbre sobre a globalidade do fenómeno Vitória, só lhe podendo, este vosso humilíssimo escrivão apontar o facto (para mim imperdoável) de ter alguma simpatia pelo Afonso do Cutileiro. mas enfim não é perfeito, mas anda muito lá perto o nosso mentor.
O N´Dinga, esse meu muito querido africano amigo de aspecto magrebino, e defensor, quiçá patrono e por que não dizê-lo mecenas das Belas Artes, esteve ao seu melhor nível participando activamente na descontrução de algumas conversas juntamente com o que ora aqui escreve. Para não reduzir a sua sempre importante contribuição para o resultado destas cimeiras ao tradicional conflito Norte/Sul, ou Islão/Ocidente, foi decerto por todos entendido como um valioso mediador no conflito com “os de Belas Artes”.
Estiveram ainda presentes já na fase final o Paquito, e o Basaula, que resolveu incorporar e participar. Como já integraram os trabalhos na fase final, fica aqui registado o apreço do colectivo pela comparência e o desejo que em futuras edições a sua participação seja mais extensa a bem da discussão geral.
A descrição do contributo do Ademir, se é que existiu, fica obviamente para V.Exas. já que a redacção deste pequeno documento o terá deixado extenuado
Form ainda discutidos outros assuntos, notoriamente sem interesse, como a situação financeira do clube, a politica de contratações, o preço das quotas e cadeiras, conclusões que não foram exaradas em acta para fomentar a participação in loco de futuros aderentes a este espaço de amplas liberdades.
Com pouca fé de que o aqui exposto transmita o que de facto se passou, os trabalhos foram terminados sem uma justa homenagem ao proprietário do restaurante Virabar que nos fez “uma atenção” na conta.
Resta acrescentar a curiosidade que, no final do jantar eramos de facto "onze".
Assim sendo, com a publicação da conta, passo essencial para a transparência, e sem nada mais para tratar, foram encerrados os trabalhos, e lavrada a presente acta que após lida e aprovada vai a assinar por todos os presentes.
Guimarães, 6 de Junho de 2007
VIVA O VITÓRIA!!!