É, para Nós, o "jogo do ano".
O encontro que só nos permite duas alternativas: ganhar ou...vencer!
E desta vez penso que o vámos conseguir e dessa forma colocar ainda mais pressão no Rio Ave que, antes do jogo do passado fim de semana, pensava que tinha a subida de divisão garantida.
Pode ser a nossa deixa, por isso temos a obrigação de a aproveitar, até porque o outro adversário tem também uma deslocação muito dificil, na Póvoa, onde pode perfeitamente escorregar.
Daí que seja imperioso ganhar no próximo domingo, contra os Vilacondenses.
A abordagem ao jogo sugere-me algumas considerações.
O Cajuda, honra lhe seja feita, desde que chegou a Guimarães, como que transformou a equipa do VITÓRIA que, continuando a não jogar nada de especial, pelo menos demonstra uma atitude bem diferente (para muito melhor) daquilo que vinha demonstrando até à chegada do "marroquino".
O "mister" percebeu que só jogando assim (com pouca arte, mas total empenho) se conseguem pontos na II Liga e, portanto, fez - e muito bem, diga-se! - essa readaptação à realidade, por forma a conquistar os pontos que no fundo é a única coisa que interessa nesta competição.
A coisa correu quase na perfeição até ao jogo contra o Leixões.
Aí era imperiosa uma vitória para nos colocarmos numa posição de subida. Ora, foi precisamente aí que, na minha opinião, o Cajuda claudicou. Não teve arte nem engenho, nem soube arriscar, para tentar conquistar os 3 pontos, que eram absolutamente fundamentaias para consolidar a recuperção que, até aí, tinha sido magnífica, acima das expectativas mais optimistas.
A última meia hora desse jogo, quando ficámos com mais um homem em campo, foi mal abordada pelo treinador Vitoriano, que não soube aproveitar convenientemente a posição de superioridade "que lhe tinha sido oferecida". E como eram importantes aqueles 3 pontos.
Faço este alerta, hoje, para fazer ver que o próximo hoje, sendo decisivo, tem de merecer do treinador do VITÓRIA uma maior ambição, de preferência logo desde o início do jogo.
Para nós, como disse, perder ou empatar é exactamente a mesma coisa, por isso exige-se que, como dizia o Quinito, "seja colocada desde início toda a carne no assador", que é como quem diz se arrisque para ganhar o jogo.
Com as ausências, certa a do Otaculio (por castigo) e previsível a do Henrique (por lesão), o VITÓRIA, na minha opinião, alterando o seu esquema habitual de jogo, devia apostar um pouco mais no ataque.
Nessa conformidade eu arriscava a colocação do Desmarrets ao lado do Flávio e colocava "prá frente", em simultâneo, o Ghilas, o Brasilia, o Targino e o Anderson (ou o Rabiola).
Não me parece que exista outra alternativa para ganhar o jogo e espero, sinceramente, que o Cajuda demonstre esta audácia logo desde início. Até por forma a transmitir esse sentimento para os seus jogadores e para os adeptos.
Se esperar para ver como o jogo decorre, pode tornar-se demasiadamente tarde ou então ficar dependente da sorte o que, como sabemos, nem sempre trás bons resultados.
Eu acredito que, com a imensa moldura humana que seguramente vai encher o Afonso Henriques, vámos conseguir a vitória que para nós, repito, é absolutamente fundamental.
O que pensam os meus amigos, treinadores de bancada como eu, de tudo isto?
Saudações Vitorianas.